Foto: Raquel Marques
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Foto: Raquel Marques

O Uruguai é um país pouco explorado por nós brasileiros. E foi exatamente o que me chamou a atenção para visitá-lo! Além das belezas particulares, fica pertinho de nós e um voo com valor acessível (em torno de 600 reais ida e volta com taxas inclusas)

Pesquisando blogs e sites antes de ir não encontrei muita informação diferente do turístico, mas assim mesmo poderiam valer guardá-las.

Meu destino principal – Colonia del Sacramento e como bônus, visitar 1 vinícola em Montevidéu. Para isso 6 dias eram suficientes. Então fica a sugestão de um destino para quem tem pouco tempo de folga.

Como chegar

A mais simples e rápida é desembarcar com um voo direto no Aeroporto Internacional de Carrasco.

Quem mora no Sul e Sudeste tem a opção de ir de ônibus, curtindo uma estrada plana e tranquila.

Outra alternativa é chegar por Buenos Aires, aproveitar um passeio na capital argentina e depois dirigir-se ao Buquebus que fica em Puerto Madero e atravessar para Colonia del Sacramento por balsa.

Há opções para pedestres e para veículos. Esta não é a alternativa mais econômica, pois além de não ser uma balsa muito barata (tem uma estrutura impecável e justifica o valor) chegar pela Argentina tem uma taxa de aeroporto bem mais alta que o Uruguai.

Nesta viagem, escrevo particularmente sobre Colonia del Sacramento e uma charmosa vinícola em Montevidéu com um detalhe: Julho, inverno no auge!

E assim se consolidou 01oC (eu disse um grau) com ventos que chamam de “pampero” de gelar a alma!

Desci com voo direto em Montevidéu na madrugada e lá esperei até o horário do primeiro ônibus rumo a Colonia, cidade com pouco mais de 26 mil habitantes, distante 2h30 da capital uruguaia, abraçada pelo Rio da Prata e um famoso queijo colonial. Quer descanso? Este é o lugar!

Foto: Raquel Marques

Em Colonia, me hospedei no hostel Che Lagarto. Simples, mas confortável. Um café da manhã singelo e sem grandes destaques no atendimento. Mas eram poucos dias e pouco uso de hostel, apenas para dormir, pois eu gosto mesmo é de bater perna.

Foto: Raquel Marques

Colonia é uma fofura. Chegando lá parece que o tempo parou. Casinhas charmosas, carros antigos como decoração de alguns restaurantes e um clima europeu com charme uruguaio.

Só de andar pelas ruas já é um passeio incrível! É uma cidade com colonização portuguesa, portanto os azulejos portugueses, escolas tradicionais e arquitetura que inclui fortes traços clássicos e ruínas dão um charme todo especial.

Foto: Raquel Marques

Entre uma caminhada e outra uma pausa para contemplar o Rio da Prata é imperdível. Mas o ponto alto é o pôr-do-sol! No inverno avermelhado, se põe no Rio da Prata e se o tempo estiver fechado não desanime, ele se põe rosa. Estas são as cores que tenho como lembrança do Uruguai: Vermelho e Rosa que sobrepõem o cinza do inverno que não faz reluzir nenhuma folhinha verde na paisagem.

Quando viajo me aproximo do local e tento viver um pouquinho como eles: desta vez investi em tomar mate o tempo todo enquanto caminhava. É impressionante como isso faz parte da cultura deles…fazem tudo com mate na mão e a garrafa térmica! Foram dois dias incríveis de muito queijo artesanal, vinho, mate, churros e chivito (um sanduíche imenso de carne, salada, presunto, ovo, etc servido com fritas).

Cheguei até a passear em um aquário, algo que nem esperava fazer e nem li em blogs que Colonia tinha esta atração. Ali é possível conhecer as espécies que habitam o Rio da Prata. Um passeio divertido para fazer com a família e os filhos ou mochileiros com tempo sobrando. É pequeno, mas bem ambientado em forma de gruta. Na entrada, somos bem recepcionados com peixes dirigindo um calhambeque. Aliás, foi o que me chamou a atenção em entrar.

Aonde fica – Virrey Ceballos, 70000

Os pontos imperdíveis na caminhada pelo centro histórico –

Foto: Dani Corrêa

– O farol de Colonia – com 27m de altura, construído sobre o Convento de São Francisco e inaugurado em 1857 para iluminar o Rio da Prata e evitar naufrágios dos navios, é sem dúvida a melhor visão da cidade.  Um cartão postal digno de ser admirado e fotografado de todos os ângulos.

– O Portão de Campo (Portón de Campo) – ali a história toma forma e realmente é possível se sentir na Europa.

– Calle de los suspiros – Pequenina que só ela, mas de arrancar suspiros. Tem um Restaurante chamado El Buen Suspiro que não tem fachada. É uma portinha, parecendo um porão, mas ali a mágica gastronômica acontece. Vinhos, compotas, temperos, queijos e embutidos artesanais e com um preço bem convidativo. Há ainda souvenirs como pratos, copinhos e tudo para servir uma boa “picada” de frios.

Por falar em comer…não fui ao Uruguai para comer pizza, mas olha que ali fui surpreendida com a melhor que comi na minha vida! Pizzeria Don Joaquin, fica na rua 18 de Julio 267

Foto: Dani Corrêa

E as ruas do centro histórico te surpreendem com artesanatos e restaurantes muito charmosos. Tudo muito bem cuidado, colorido e histórico, claro. As ruas parecem cenário de novela de época.

Para terminar, um showzinho de tango ao ar livre para atrair turistas e ali fiquei admirando a apreciando o meu mate.

Hora de voltar para a capital uruguaia com um objetivo claro: passear pelas “ramblas” do bairro Barrancos e visitar a vinícola Viñedo de los Vientos.

Foto: Raquel Marques

A “Viñedo de Los Vientos” (vinedodelosvientos.com), fica em Atlántida, Canelones. Peguei um bus na rodoviária intermunicipal até Atlántida (sentido litoral) e em 1h30 de estrada desci na rodovia para pegar um táxi até o Viñedo. A proprietária Mariana deixou tudo explicadinho no email.

Lembrando que é inverno. Nenhuma uvazinha para contar história, mas confesso ter achado bem apaixonante a visão rústica de um vinhedo a 5ograus. Para quem procura vinhos artesanais, recepção aconchegante e atenção especial, este é o lugar.

Eu não queria nada muito comercial e por isso achei esta vinícola. E fui surpreendida com um tour além do que imaginava. Degustei 5 garrafas incluindo um Tannat (terroirdo Uruguai) da melhor safra dos últimos 30 anos. Ahhh, que experiência única.

Foto: Raquel Marques
Foto: Raquel Marques

Ali, apreciei quitutes como tartas e empanadas, pimentões, berinjelas e cebolas em conserva, feitos pela própria dona, Mariana! Para acompanhar, salames, copas, queijo do campo, roquefort e brie! Tudo isso com um vinho espetacular e boa conversa à mesa!

 

 

Foto: Raquel Marques

Satisfeita e encantada voltei para Montevideo. Andar a “rambla” é um capítulo a parte. Eu tinha a certeza de muito frio, mas nenhum “pampeiro” deixou que o céu me presenteasse com o vermelho e rosa uruguaio.

O Uruguai tem uma cultura particular, mas muito próxima, ou igual, a cultura Argentina. Eles não gostam muito desta comparação, mas tango, doce de leite, parrilla e mate também vi na Argentina.

Tudo bem, aproveite mesmo assim.

O país não é tão barato. A moeda é Peso Uruguaio. Aceitam Dólar , mas o nosso Real em quase nenhum lugar. A parte boa é que tem casa de câmbio por todo lado.

Um povo reservado, mas preocupado com o turista. Mesmo nas ruas, eu era abordada por uruguaios perguntando se precisava de ajuda. Motoristas, taxistas, comerciantes, tudo muito confiável.

Certamente se sentirá acolhido!

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