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Foto: Dani Corrêa

A cidade de Huaraz, na região de Ancash no Peru é conhecida como a patagônia peruana. Mesmo no verão, a cordilheira branca é fria e pode até nevar nas lagunas cristalinas.

Tudo muito pontual, embarque 22h30 de Lima para Huaraz (8h30 de viagem). Este horário também foi estratégico para ir dormindo.

E do calor de Paracas para o frio de Huaraz, com chegada 7h da manhã. Em Huaraz 8 graus de temperatura e um pouco de enjoo por causa do soroche. Sim, de volta a altitude: 3.040m.
No Brasil já havia contatado um guia para 2 passeios, o Scheler, da Scheler Trekking Expediciones. Um rapaz bem atencioso e profissional que me recebeu na rodoviária e conduziu até o hostel. Hostel, aliás muito bem recomendado pelo atendimento, organização, limpeza e estrutura:Hostel & Bungalows Villa Valencia(Booking.com)

Este dia era apenas para me aclimatar novamente e descansar…uma volta na Plaza de Armas para procurar câmbio e aonde comer.

Huaraz não é tão preparada para o turismo como as outras cidades e assim, tudo que precisa encontrar (e ainda sim com pouca variedade) fica na Plaza de Armas. E ali já avistei a primeira montanha nevada de frente para o restaurante. Um almoço digno de paisagem suiça.

No hotel tem serviço de jantar no quarto, então para o jantar pedi sopa por um preço super convidativo: 10 soles! (em Cusco por exemplo, um prato de sopa pode custar entre 15 e 20 soles).

Huaraz está sendo a cidade mais barata, até mesmo nos pontos de paradas turísticas.

Foto: Raquel Marques

Para começar o dia, 7h30 um café da manhã bem reforçado (o melhor café da manhã de toda a viagem) – Café, leite, pães, 2 tipos de geleias (laranja e morango), doce de leite (no Peru chamam de manjar blanco), ovo (ou mexido ou frito), suco natural (abacaxi, manga ou mamão), mate de coca ou um outro chá de sua preferência (Anis, camomila) e tamal (uma pamonha salgada que vem com azeitona, frango e um molhinho apimentado)

O guia passou no Hotel 8h em ponto e dali segui rumo ao Glaciar Pastoruri, que faz parte do Parque Nacional Huascarán.

A entrada ao parque é de 10 soles, mas o pacote com Scheler já incluía a entrada no parque, bus, guia e lanche.

Scheler subiu no bus e me deu um kit com o lanche e já deixou o motorista avisado que eu não pagaría a entrada, pois estava incluso.

Achei bem honesto e me deixou bem tranquila, pois algumas outras viagens tive espertinhos tentando “esquecer” o que incluía nos meus pacotes. E por esse aprendizado, sempre ando com tudo escrito, cópias de emails e comprovantes de pagamentos impressos.

Antes do Glaciar foram 3 paradas: uma para a fonte de água gaseificada de Pumapampa, outra para a Pumapashimin, laguna de 7 colores (que não consegui avistar todas as cores pois estava nublado) junto com a flora nativa de Puya Raimondi, que mede entre 7 e 12 metros de altura.

Também uma parada em um restaurante para ir ao banheiro e tomar mate de coca. Lá é um bom lugar para comprar a folha, caso ainda não tenha, além de gorros, capa de chuva, etc.

A volta para o almoço também seria neste restaurante e eles já fazem a reserva do seu prato. É só deixar pago que quando volta tem um lugar na mesa com o seu nome. (funciona!)

Foto: Raquel Marques

Enfim, o Glaciar. É um Glaciar de fácil acesso, se não fosse um detalhe: a altitude. Uma caminhada de 40 minutos a 5.100m de altura. Há opção de fazer uma parte de cavalo. Até pensei em aderir a opção, mas tinha tanta gente na fila que resolvi ir andando devagar mesmo.

Sério, a cada passo o coração disparava. Dá-lhe coca e passos curtos. O meu bus era só de peruano o que me fez pensar que ficaria para trás. Eles dispararam na frente e o que pude notar era que as crianças sentiam mais o soroche, mesmo peruanas. Por isso muitas foram de cavalo.

Tinha um menino de uns 12 anos do meu lado no caminho que o pai só dizia: “Calma, vamos…”. O menino estava verde e virando olho, quase desmaiando.

Foto: Dani Corrêa

Um frio, mas um frio de cortar…fiz todo o percurso com neve.

Enfim, o Pastoruri! Enorme e imponente, como toda a natureza no Peru. Devido ao impacto ambiental, ninguém mais pode tocar no gelo. Segundo informações locais, o Glaciar está cada ano mais alto: A água derrete e ele sobe. Por isso todo o cuidado com os turistas. Segundo eles, em 30 anos esta geleira não existirá mais. Reflexo do aquecimento global.

Foto: Raquel Marques

Os guias não recomendam ficar no Glaciar mais que 40 min, por causa da pressão e da altitude.

Abaixar para tirar fotos? Nem pensar…é levantar e ficar tonto na hora. Meus dotes artísticos ficaram de lado nessa hora.

A volta foi bem mais tranquila, mas ainda cansativa. Neve, frio e altitude.

De volta ao bus, durante o retorno metade dos peruanos passando mal e vomitando. E eu lá, firme e forte. Segundo Scheler, é porque os estrangeiros, respeitam o soroche, principalmente por estar longe de casa.

Uma das paradas dos guias
Foto: Raquel Marques

Na volta, Scheler me acompanhou até o hotel para dar os lanches e as recomendações para o passeio do dia seguinte, que seria o mais difícil de toda a viagem…

Uma sopa no hotel e preparar para dormir!

 

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