Catedral de São Basílio, a Igreja mais famosa da Rússia (Foto: Carol Octaviano)
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Estrelinhas do Comunismo por todos os lados e uma atmosfera bem parecida com o que se vê nos filmes mais do 007. Moscou, na Rússia, embora não seja a primeira opção de viagem da maioria dos turistas, é um destino que merece ser visitado, principalmente por quem quer ter um contato mais estreito com a história contemporânea e reviver o clima da época em que o comunismo esteve instalado no país. Muito além dos muros Kremlin, a capital russa oferece uma série de boas atrações. Confira dicas dos melhores pontos turísticos de Moscou, cidade que visitei em setembro de 2017, abaixo!

Começando por um símbolos de Moscou, visite a Praça Vermelha, palco de vários acontecimentos importantes para a história. O lugar é super amplo e abriga outra atração de peso: a Catedral de São Basílio, igreja ortodoxa com uma arquitetura bem peculiar, com o topo de lembra chantilly. Reserve um tempinho para admirá-la por fora e por dentro.

Tour pela Praça Vermelha à noite: selfie na Catedral de São Basílio (Foto: Carol Octaviano)

O Shopping GUM, antigo depósito de produtos na época soviética, a fofíssima Catedral de Kazan e o Museu Histórico do Estado. Atravesse o Portão da Ressureição e confira de perto o Marco Zero da cidade. Incrível e com uma atmosfera de arrepiar (assista aos vlogs abaixo, para entender melhor), programe para “perder” algumas horinhas pela região da Praça Vermelha.

Um passeio meio creep, mas bem interessante é visitar o Mausoléu do Lênin. Dizem por aí que trata-se do corpo embalsamado e super bem conservado de Lênin, mas eu fiquei com dúvidas se é real ou não. A visita é gratuita, com alguns horários específicos para visitação. Com alto esquema de segurança, a atração sempre tem fila e elas costumam ser meio demoradas.

Pertinho do Mausoléu, o turista vai encontrar os Jardins de Alexandre. Além do espaço bem propício para quem quer relaxar, há o túmulo do Soldado Desconhecido, uma forma de homenagear todos os soviéticos que morreram na Segunda Guerra Mundial. No lugar, a cada hora, acontece uma cerimônia de troca da guarda que vigia o túmulo. Não é imperdível, mas vale a pena assistir se você estiver pela região.

Toda imponência do complexo do Kremlin (Foto: Carol Octaviano)

Uma vez em Moscou, não deixe de conhecer o complexo do Kremlin por dentro. Imponente e impactante, a fortaleza é a sede do governo russo. Antigamente casa para vários czares russos, hoje é possível visitar algumas áreas como o Palácio do Arsenal, as Catedrais do Arcanjo Miguel, da Anunciação e da Assunção, o Campanário de Ivan, a Igreja da Deposição das Vestes e o Palácio do Patriarca. Os ingressos para entrar no Kremlin são vendidos no quiosque localizado nos Jardins de Alexandre.

Não deixe de conferir também meu post sobre São Petersburgo, com dicas sobre moeda e a língua locais.

Além da Praça Vermelha e do Kremlin

Mais sóbria do que a Catedral de São Basílio, a Catedral de Cristo Salvador fica às margens do Rio Moscou e é igualmente linda. Com suas cúpulas douradas, sua construção pode ser avistada de vários pontos da cidade, quase como uma atração onipresente. Do Kremlin é possível ir a pé até a Catedral. A igreja foi construída a pedido do czar Alexandre I, como forma de celebrar a vitória sobre as tropa de Napoleão, em 1812. Dê uma esticadinha também até Ponte Patriarshy, que dá acesso à Catedral.

Catedral de Cristo Salvador e Ponte Patriarshy (Foto: Carol Octaviano)

Com claustrofobia ou não, recomendo uma visita ao Bunker do Stalin. Localizado em uma casa à paisana, no bairro de Taganskaya, o Bunker 42 era desconhecido do público até pouco tempo. Com 60 metros de profundidade, a construção fica abaixo da linha de metrô de Moscou e foi projetada à mando do próprio Stalin para o caso de haver ataques nucleares à cidade, fato que, felizmente, nunca aconteceu.

Momentos antes da visita ao Bunker 42 (Foto: Fabrício Giglio)

Com um clima mais relaxante, o Parque Gorky é um descanso ao olhos em meio ao monte de concreto da cidade de Moscou. O lugar conta com fontes, estátuas, muitas árvores e flores. Ou seja, é perfeito para quem busca descansar de um passeio ou outro ou até mesmo fazer um piquenique.

O Teatro Bolshoi é outro clássico do destino, que é parada obrigatória, principalmente para quem foi bailarina na infância. O prédio tem várias esculturas na fachada e uma fonte em frente. Mesmo que você não assista a um espetáculo (que são bem caros, diga-se de passagem) e nem confira o interior do prédio, vale a pena visitar e conferir a arquitetura exterior. E foi isso o que eu fiz!

Para comprar lembrancinhas ou simplesmente curtir os vários bares e restaurantes locais, dê uma passeada pela extensa Rua Arbat, calçadão reservado exclusivamente para pedestres. Um detalhe dessa região que me deixou meio tensa foi a quantidade de pessoas vestidas de personagens como Homem Aranha, Mickey, Minnie e etc, que pareciam ter saído da Carreta Furacão e ficam tentando extorquir os turistas. Eles simplesmente se enfiavam nas fotos, sem serem convidados e depois exigiam dinheiro. Uma coisa bem chata e desnecessária. Passado o medo de cair em um golpe, caminhamos pela área e nos deparamos com um Shake Shack, rede de lanchonete dos EUA e que tem um dos melhores hambúrgueres. Impossível resistir, acabei comendo por aqui!

Surreais, as estações de metrô de Moscou são de cair o queixo. Uma é mais maravilhosa do que a outra, elas foram construídas com o objetivo de serem palácios para o povo. Por isso, não deixe de percorrer o trajeto que engloba as principais delas: Mayakovskaya, Komsomolskaya, Kropotkinskaya e Ploshchad Revolyutsii.

Assista aos vlogs que gravei lá em Moscou, abaixo. Espero que gostem!

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