O maravilhoso Jardin Majorelle, meu ponto turístico favorito em Marrakech (Foto: Fabrício Giglio)
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Visitar o Marrocos sempre esteve presente na minha wishlist de vida. Não sei se por conta de seu universo meio exótico ou por causa do filme Alladin, mas a vontade de conhecer esse país sempre esteve no meu imaginário. E foi em fevereiro deste ano que embarquei para Marrakech, Marrocos, louca para finalmente desbravar esse destino. O que posso adiantar? Toda a espera para conhecer esse lugar tão incrível valeu a pena.

O Marrocos é um país MUITO diferente do nosso e é isso que você deve ter em mente ao programar sua visita ao país do norte da África. Mas, aqui, o diferente causa muito mais fascínio do que estranheza. Suas cores, seus sabores e aromas e a simplicidade de seu povo são encantadores. Embora esteja perto, geograficamente falando, da Europa, o destino nada tem a ver com o velho continente. Esqueça a sobriedade europeia e mergulhe de cabeça no Marrocos. Ele é um país que é pra ser sentido.

Após dois dias na não turística Casablanca, embarquei em um trem para Marrakech, a cidade marroquina mais famosa e que é porta de entrada para o país. Aqui, vale a pena programar uns quatro a cinco dias para visitar não apenas os principais pontos turísticos da cidade, como também fazer alguns bate-e-volta interessantes.

Recomendo muito uma visita a Essaouira e a Ouarzazate, duas cidades bem distintas e que vão ampliar a sua percepção sobre o que é o Marrocos. Essaouira é litorânea e tem uma vibe mais hippie. Já Ouarzazate é a Hollywood da África e tem passeios bem interessantes como o Ait-Ben-Haddou, um dos cenários de Game of Thrones.

Em Marrakech, não deixe de se hospedar dentro da Medina. O caos daqui é surreal, mas vale a pena encarar a muvuca diária da região mais central e ficar em um Riad, as casas típicas marroquinas que são super aconchegantes. Sabe aquelas casas super gostosas, com um pátio e fontes no meio? Então, esses são os famosos Riads, muito comuns no país. Apesar de ficarem na Medina, conseguem, incrivelmente, criar uma atmosfera de paz e sossego impressionante em meio ao cotidiano caótico.

O que vale a pena conhecer em Marrakesh

Comece desbravando a Medina, com seus vários vendedores, suas lojas de especiarias, pratarias, lustres e lâmpadas. Tudo bem marroquino e fofo. Já que gastar alguns dirhams marroquinos (moeda adotada pelo país) é inevitável, não deixe de negociar o preço. Isso é algo cultural no país e, caso você não peça desconto ou negocie, os vendedores ficarão ofendidos. Ah! Outra dica é: só negocie o preço caso você vá mesmo comprar determinado produto.

Outro lugar que é parada obrigatória: a praça Jemaa El Fna. É aqui que você vai se deparar com encantadores de cobras, dançarinos fantasiados, homens domando macacos e mulheres que fazem tatuagens de hena. Eles dividem espaço com barraquinhas que comercializam comidas e bebidas típicas e também cosméticos marroquinos, entre eles, o ultra famoso óleo de Argan do Marrocos.

A praça mais insana do mundo: Jemaa El-Fna (Foto: Fabrício Giglio)

Mais uma dica: existe muita falsificação deste óleo sendo vendido a preço de original no Marrocos. Por isso, o melhor jeito de não cair em um golpe é comprar diretamente das cooperativas produtora de Argan, que vendem tanto o óleo para cozinha, quanto para fins cosméticos. Já, para curtir a praça, suba em um dos terraços dos cafés que ficam a sua volta e aproveite para tirar muitas fotos e contempla-la sem o assédio dos vendedores.

A Mesquita de Koubotia é um dos principais cartões-postais de Marrakech. Embora sua entrada não seja permitida para não-muçulmanos, vale a pena contemplar sua construção e seu minarete (ou torre) do lado de fora. Em tons terracota, a mesquita é must see na cidade vermelha, nome como Marrakesh também é conhecida por causa de suas construções avermelhadas.

A imponente Mesquita Koubotia (Foto: Fabrício Giglio)

Ainda sobre os passeios, meu lugar preferido de Marrakech foi o Le Jardin Majorelle. Sim, Yves Saint Laurent também era um grande apaixonado pela cidade e deixou sua marca por aqui. Em 1980, YSL e Pierre Bergé adquiriram a propriedade que era do pintor francês Jacques Majorelle e evitaram que o espaço caísse em ruína. Aqui, várias espécies de plantas de muitas partes do mundo dividem espaço com as construções em azul bem vivo, na tonalidade maravilhosa Majorelle. O ticket de entrada custa 70 dirhams por pessoa, o que equivale a cerca de 7 euros. É um dos passeios mais caros da cidade, mas vale a pena!

Contemplando o belíssimo Jardim do YSL (Foto: Fabrício Giglio)

Incrivelmente belo, o Palácio El Bahia foi projetado em estilo árabe-andaluz e tem, no total, 150 cômodos. A construção foi idealizada para ser a casa (pasmem!) das 4 esposas e 24 concubinas de Abu Bou Ahmed. Com vários pátios amplos, fontes, portas enormes, muitos azulejos e muita riqueza de detalhes, seu nome remete a brilho. É outro lugar que impressiona por estar dentro da medina e mesmo assim ter uma vibe tranquila. Sem dúvidas, um dos lugares mais lindos de Marrakech. Entrada: 10 dirhams, ou cerca de 1 euro.

Um dos muitos pátios do Palais de la Bahia (Foto: Fabrício Giglio)

Para ter mais uma visão geral sobre como eram os grandes palácios marroquinos do passado, não deixe de visitar também o Palais El Badi. Hoje em ruínas, o lugar nos dá a dimensão de como viviam o sultão saadiano Ahmed al-Mansur e seus familiares. Enorme e bem suntuosa, sua construção foi realizada entre os anos de 1578 e 1594. Do alto das torres do Palácio, é possível ter uma bela vista da cidade. Preço de entrada: 20 dirhams.

As ruínas repletas de história do Palais El Badi (Foto: Carolina Octaviano)

E por falar na dinastia Al-Mansur, não deixe de visitar também as tumbas saadianas. O lugar abriga as tumbas todas decoradas de membros desta dinastia e foram descobertas em 1917 e são uns dos pontos turísticos mais visitados da cidade. No jardim, o visitante vai pode avistar ainda 100 tumbas de guerreiros da dinastia. Valor da entrada? 10 dirhams.

Um lugar que eu não pude conhecer, já que estava em reforma, mas que muita gente indica é a Ben Youssef Medersa. As medersas são escolas dedicas ao ensino do Corão, muito comuns em países islâmicos. Dizem que a arquitetura por aqui é belíssima! A entrada custa 10 dirhams.

Não deixe de provar os pratos típicos!

A culinária marroquina vai muito além do famoso chá de menta, servido nos estabelecimentos comerciais e nos riads, e que se tornou a cara do país. Além do chá, o suco de laranja marroquino é delicioso. A laranja marroquina é mais docinha do que a nossa, o que resulta num sabor bem agradável.

Não deixe de provar o famoso cuscuz marroquino, que é diferente e mais elaborado do que encontramos aqui no Brasil. O prato é servido em diferentes versões com o acréscimo de frango, por exemplo. Mas o meu preferido é o vegetariano, por levar legumes cozidos e ser bem leve.

Outro prato que você deve experimentar é o tajine marroquino, que recebe este nome por causa da panela em que é preparada. O de frango com limão lembra o nosso frango ensopado, mas é bem saboroso. Recomendo!

Confira o vlog que gravei em Marrakech:

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