Foto: Raquel Marques
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Para ir para Paracas voltei para Lima de avião. Um detalhe útil e interessante, é que as rodoviárias lá são pela empresa de ônibus e não como no Brasil, uma rodoviária que circulam todas as empresas.

As passagens de ônibus eu comprei aqui pelo Brasil, no site e tudo funcionou perfeitamente. A parte mais difícil foi calcular o roteiro aqui no Brasil, incluindo horários e trajetos. Tudo nos mínimos detalhes com cálculo de tempo extra para qualquer imprevisto.

Apesar de ter algumas outras opções de empresas de ônibus, eu optei por uma só, pois economizaria tempo de buscar as outras rodoviárias por Lima.

A empresa escolhida foi a Cruz del Sur (endereço Javier Prado Este 1109), uma empresa de ônibus de deixar companhia de avião no mesmo páreo. Serviço de bordo com almoço, wifi, filmes, música e jogos para entreter.

O destino: Paracas (3h30 ao sul de Lima)!

Durante a viagem, a paisagem cinzenta de Lima começo a ser tomada pelas praias e um solo desértico! Parece cenário de Star Wars, mas com praia (curioso para nós brasileiros).

Foto: Raquel Marques

É possível reparar muitas casas destruídas e algumas para vender e inacabadas, pois a região foi vítima de um terremoto / tsunami em 2007 que acabou com quase tudo, segundo relato dos moradores.

Que calor! Cidade litorânea, né?

Peguei um táxi da rodoviária até o hostel por 10 soles (não dava nem 5 min de carro, mas com o peso todo não dava pra andar).

Ali conheci Alipio, um taxista falante e simpático que ainda mostrou o caminho para os restaurantes e a praia.

O hostel – Los Pinguinos. Muito bonitinho, arrumadinho e limpo, mas atendimento a desejar. Nenhuma instrução. Mandaram tomar café em um outro hotel e isso tudo porque perguntei antes, o dono mesmo só fui ver a cara no dia seguinte. Sem wifi e não aceitam cartão.
Mas a estrutura muito boa! Ducha quente, tudo muito limpo e arrumado.

Foto: Raquel Marques

Saí para a cidade procurar o passeio de Islas Ballestas. Tentei pela internet no Brasil mas ninguém na cidade responde os emails, rs…é outro ritmo.

E assim arrisquei fechar um dia antes. Fácil! Muita oferta de passeios que variam entre 30 e 40 soles e nenhum inclui a taxa de entrada na reserva. Então separe mais um pouco (15 soles) para outras taxas. Eles não dizem isso ao fechar os passeios…

Uma dica: pela internet, os preços são em dólares (25 dólares), chegando lá é em soles.

Fechei o tour e aproveitei para conhecer a orla da praia e comprar uma lembrancinha.

Que cidade simpatica e agradável. Bastante vento litorâneo e muitos condomínios e terrenos a venda. Soube que ali é a cidade de verão dos artistas e politicos do Peru.

Foto: Raquel Marques

A fome bateu, afinal estava ao nivel do mar e meu organismo voltou ao normal (na altitude eu não sentia fome…comia bem, mas AQUELA fome, não). Obviamente de frente para a praia estão as opções de restaurantes mais caros.

Ali pertinho do “calçadão”, achei o Restaurante da Sandra (Que aceitava Visa!) e tinham pratos bem servidos entre 25 e 35 soles. Apesar de dizer que é prato individual, é possível dividir com mais uma pessoa, comendo bem.

Foto: Raquel Marques

Toda a oferta de cardápio mudou do que estava acostumada a comer nas outras cidades. Agora era tudo com peixe e frutos do mar.

O artesanato na praia já muda um pouco, a cultura Quechua que presenciei em Cusco se perde e o ritmo é outro. Tudo mais tranquilo e lento, por isso não adianta ter pressa por lá…

Nas ruas encontrei Alipio novamente, é um senhor bastante honesto e amável. Ele fez uma oferta tentadora do passeio para a Reserva de Paracas, mas preferi deixar para a próxima, pois ainda tinha viagem pela frente e o bus de volta já estava comprado. (Essa é a desvantagem em sair com um roteiro de bus já comprador do Brasil. Podem aparecer passeios que não esperava fazer).

Obs: em Paracas são 2 passeios principais: Islas Ballestas (bote por 2h) e Reserva de Paracas (uma tarde toda quando feito para grupo ou 2h com carro privado)

Se soubesse fecharia o tour com Alipio. Mas deixo aqui o contato dele:

Alipio Ayala – alipiotours@hotmail.com / cel: +51 959970621

Foto: Raquel Marques

Paracas – ISLAS BALLESTAS – é um passeio de bote com guia até a reserva de lobos marinhos, pinguins e pássaros. A primeira parada é para avistar o candelabro. É uma imagem gigante na areia e inexplicável que não se apaga nem com o vento.

Foto: Raquel Marques

O significado dele ainda é um mistério – Possui cerca de 180 metros de altura com ranhuras de 1,20m e calcula-se ter cerca de 2.500 anos.

Foto: Dani Corrêa

No caminho é possível ver leões marinhos brincando e a segunda parada é contornando a ilha, o habitat dos bichinhos.

É impressionante a quantidade de pássaros, todos sobrevoando um mar verdinho, com pedras esculturais. Quando o bote se aproxima é possível ouvir os “grunhidos” do lobos marinhos.

Fotos: Raquel Marques

Estão avisando que estamos chegando! Alguns nem se preocupam em levantar e ficam lá na pedra tomando sol. Outros tratam de proteger sua cria e fazem o alarme. Emocionante e imperdível!

Quem puder ficar mais um pouquinho em Paracas, aconselho, pois dá para fazer os tours com mais calma. Combinei com Alipio de me buscar no hostel para ir embora. Ele chegou pontualmente.

Me despedi de Alipio na rodoviária com uma selfie de recordação e pessoas assim fazem a gente querer voltar. O lugar já é bacana e ainda com pessoas que nos recebem bem, melhor ainda!

Obs: Paracas não tem casa de câmbio. Pisco é a cidade mais próxima para isso. Portanto leve dinheiro.

Bom, segundo objetivo da viagem concluído com sucesso na Reserva Nacional de Paracas!

A volta foi novamente de Cruz del Sur com sua impecável frota de bus e atendimento de primeira. Paracas – Lima – 3h40 e ali esperaria o próximo bus para Huaraz. Cheguei na rodoviária 19h e o bus seria 22h30. Perfeito, pois daria para comer algo e descansar.

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