Foto: Raquel Marques
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Cusco Peru
Foto: Raquel Marques

O Peru foi o destino escolhido desta vez! Um destino que agrada a todos os estilos e paladares. Se quiser fazer um turismo de aventura: Tem! Gastronômico? Tem! Histórico? Tem demais! Místico? Tem também! Cultural? O Peru só tem!
Foram 16 dias. Tempo curto para tanta coisa, mas perfeito para o que eu já havia planejado fazer.

A meta era cultural e de aventura, por isso, 3 objetivos foram traçados e cumpridos no Peru com êxito: Cusco-Machu Picchu + Paracas + Huaraz. É até um destino bem raro entre os turistas brasileiros. Seria um destino mochileiro e por isso encontrei muito europeu, chinês e japonês. Brasileiro mesmo, prefere algo mais clássico.

Vamos embarcar nessa viagem comigo?

Cusco

Foto: Raquel Marques
Foto: Raquel Marques

Primeira e encantadora parada no Peru…
A recepção foi feita por um amigo brasileiro. No aeroporto já tinha translado com toda a comodidade.
A viagem do Aeroporto até o Centro Histórico de Cusco é de 25 soles em média (Câmbio – 1 Nuevo Sol = R$ 0,95). Sim, nossa moeda está desvalorizada até mesmo em nossa vizinhança peruana.
A reserva do hostel (muito bem localizado por sinal) foi pelo Booking: Quechua Hostal e Apartamentos (Calle Chaparro, 173) – Fica a 300m do Mercado San Pedro e 2 quadras da Plaza de Armas.
Limpo, organizado e atende muito bem as expectativas!

Uma recomendação – melhor tirar o dia para descansar. Afinal, o soroche (mal de altitude) não perdoa os desacostumados. Falta oxigênio para nós que chegamos do país tropical…
Cusco está a 3.400m de altitude – nas 3 primeiras horas na cidade já é possível sentir o cansaço.

Foto: Raquel Marques

Portanto não subestime as dicas dos nativos: comida muito leve com sopas e carnes brancas. Nada de fumar e consumir bebida alcoólica e atenção para atitudes simples como abaixar para pegar bagagens, subir escadas e correr para pegar um táxi.
Os sintomas do soroche são: dor de cabeça forte, falta de apetite, enjoo e em alguns casos, diarreia.
Todos os hotéis possuem o chá de coca para receber os turistas. Uma folha sagrada no Peru e possui efeito energizante aliviando os efeitos do soroche.
Não possui nenhum efeito alucinógeno ou de dormência, pois a folha não é droga. É uma erva como hortelã ou capim cidreira, por exemplo.

Foto: Raquel Marques

 

 

 

 

A primeira refeição foi feita no Restaurante Don Tomás (Rua a direita da Plaza de Armas): Sopa de Quinua, milho cozido, frango grelhado e legumes. Para beber: chicha morada (um delicioso e refrescante fermentado de milho roxo).
No primeiro passeio ao redor do hostel, conheci o Mercado San Pedro, seria o Mercado Municipal, com carnes, frutas e artesanato. Dá para ficar a manhã inteira admirando e fotografando as “las chismosas” (mulheres andinas indígenas) com seu vestuário colorido. Quanto mais idosos, menos eles gostam de fotos. As “chismosas” por exemplo, se escondem rapidinho quando vêem uma câmera apontada.

Foto: Raquel Marques

Tem também as que andam com lhamas e seus filhotes fofos justamente para atrair turista. É apontar a câmera que elas vem te cobrar “propina” (gorjeta).

Foto: Raquel Marques
Foto: Dani Corrêa

Aproveitei para umas comprinhas até mesmo de roupa. Que para estar no Peru é fundamental entrar no clima: calças (pantalones), gorrinhos (chompis), blusas e ponchitos coloridos. Também comprei folha de Coca para mascar durante o dia (custa 1 nuevo sol) e folhas de muña, ótimo para a digestão (que na altitude o metabolismo é mais lento).

Foto: Raquel Marques

Bom, investi em um restaurante menos turistico (bem em frente ao Don Tomás), chamado Dumbos. É familiar, bem daqueles da “Dona Florinda”, sabe? Lá paguei 20 soles pelo menu (entrada, prato principal, suco e sobremesa) – metade do preço do primeiro restaurante.
Outra pedida foi explorar cada lado da Plaza de Armas, sentar nos banquinhos e ser abordada a cada segundo por vendedores, artistas e agências de turismo (Falar “No Gracias”, fica automático), sentar na escadaria da Catedral, fazer foto da pedra de 12 lados que fica em uma passagem pertinho da Plaza de Armas.

Foto: Raquel Marques

Quando o fôlego estava melhor, subi algumas ladeiras para o bairro de San Blás. É um bairro dos artesãos e aos sábados tem feirinha por lá. Mas em cada espacinho da cidade você encontra artesanato, de segunda a segunda. São vielas, galerias que não faltam cores e até mesmo os menos consumistas (como eu) vão aproveitar para umas comprinhas.
Para ter uma ideia: Gorros 10 soles, blusas 20 soles, chapéu 15 soles, chaveirinhos de lhama a 1 nuevo sol e uma infinidade de artigos lindos de querer levar tudo!
Em San Blás também tem um “Mercado Municipal”, mas só vende comida…nada para turistas.

Caso queira comer pela rua, esteja preparado. Você pode perder a viagem nesta brincadeirinha. Parece irresistível, confesso, e dá vontade de comer (até pelo preço que é bem convidativo – refeições por 6 soles), mas as condições de limpeza podem não ser das melhores e uma infecção intestinal pode te pegar.
Então, atente-se para bebidas com gelo, sucos naturais e frutas só se forem bem lavadas.
É importante lembrar que fui com 3 objetivos na viagem: O primeiro é Machu Picchu e por isso, não estou explorando tours tradicionais, como por exemplo passeios de 2 a 3 horas de Cusco.

Foto: Dani Corrêa

Explorar a cidade e a cultura sem tours tem suas particularidades: conversar com meninos peruanos sobre futebol (ficam vidrados quando sabem que somos brasileiros) aprender a

Foto: Dani Corrêa

segurar um bebê nas costas, caminhar com uma senhora encantadora que explica sobre sua cultura, ver um desfile típico pelas ruas, ver um casamento acontecendo na Catedral e ver mariaches (grupo folcrórico) tocando para os noivos em plena Plaza de Armas.
Sou jornalista e fotógrafa, por isso tenho fascínio por histórias. Há muitos tours em Cusco, mas preferi fazer a minha história ouvindo o povo peruano. Inacreditável como ainda faltava tempo para mais fotos. Tour tem começo, meio e fim…histórias são infinitas.
Para uma saidinha noite, a pedida foi conhecer a badalada República del Pisco com os amigos Daniele, Stefano e Karla.

Foto: Dani Corrêa

O bar tem uma variedade imensa de drinks com pisco (fermentado peruano feito de uva) como por exemplo, a Algarrobina (fruta Algarrobina, leite, pisco, gema de ovo, açúcar e canela) e outro com pisco chicha morada (fermentado de milho). Uma delícia! Os drinks saem a partir de 20 soles e são muito bem servidos!
Cusco tem uma noite agitada, que dizem ser a mais animada de todo o Peru. Bons bares e baladas! Vale a pena conferir!
O primeiro objetivo estava chegando. Já havia resolvido a retirada do bilhete de trem para Ollantaytambo, lá em Cusco mesmo.
Comprei no Brasil, direto do site, o trem da Inca Rail. Há opção de pegar o bilhete na própria estação, na cidade de Ollantaytambo, mas já resolvi no escritório da Inca Rail em Cusco (Fica na Plaza de Armas) para ter tudo certinho. Apresentando cartão de crédito da compra do bilhete + passaporte, os bilhetes estavam em mãos.
Optei por não fazer o passeio do Vale Sagrado, pois quis ir direto. Há opção de vans (colectivos) e táxis direto para Ollantaytambo e com esta informação fui até a parada desses “colectivos”. Caminhando pela Av. del Sol (Linda por sinal – opção mais segura para fazer câmbio).

Foto: Raquel Marques

Cortando para a Ponte Rosário e seguindo reto até a Av. Grau cheguei no ponto dos “buses” para Urubamba e Ollanta. Tem vans e táxis o tempo todo, desde 4h da manhã. O táxi custa 20 soles por pessoa e a van 10 soles por pessoa, mas se estiver com pressa, a van pode não ser a melhor opção, pois eles esperam a van encher para sair.

No próximo post a cidade de Ollantaytambo e seus encantos!
Até lá!

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